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AL: Eleição da mesa diretora ainda repercute

NOTAS E NOTAS | 10.03.2012 às 00:33h

Notas extraídas da coluna de Rita Oliveira - Jornal do Dia

Contrariado
Segundo uma fonte do DEM, o ex-governador João Alves Filho (DEM) está muito chateado com o fato do prefeito Luciano Bispo (PMDB/Itabaiana) ter se aliado ao governador Marcelo Déda (PT) e, consequentemente, o deputado estadual Arnaldo Bispo (DEM) passar a dar sustentação ao governo na Assembleia. A chateação maior é porque Luciano não conversou com ele antes.

Para fora
De acordo com a fonte, João Alves externou essa sua insatisfação na reunião que realizou anteontem com aliados para analisar a atual conjuntura política do Estado, mediante o rompimento político entre o governo Marcelo Déda e o bloco da base aliada dos irmãos Amorim, que acabou respingando no seu partido com a ida de Arnaldo Bispo para o governo e a possibilidade de a deputada estadual Goreti Reis, também do DEM, acompanhar Arnaldo.

E agora?
O líder do governo na Assembleia Legislativa, Francisco Gualberto (PT), tem as assinaturas dos 24 deputados, inclusive de Susana, para indicação do nome de Belivaldo para o TCE. Vários deputados estarão nas duas listas. Resta saber como vão votar, principalmente os dois deputados do PSB: Adelson Barreto e Maria Mendonça.

Ponto de vista 1
Para o ex-deputado federal José Carlos Machado (PSDB) o que está bem visível é que toda a confusão instalada na base do governo não foi pela a antecipação da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, mas por conta das eleições de 2014. O problema não é governabilidade, mas a conquista de um Poder.

Ponto de vista 2
Revela que não tem problema algum de um governo não ter maioria para aprovar os projetos. Conta que quando João Alves foi prefeito de Aracaju tinha apenas dois dos 19 vereadores e administrou a cidade sem problema algum. Os políticos tem responsabilidade. Não fazem oposição sectária, garante.

Ponto de vista 3
Segundo Machado, nem Déda está preocupado com a governabilidade nem os Amorim em ser oposição. O que está na cabeça deles é o pleito de 2014. Isso é ruim para o Estado e o governo, afirmou, lamentando que a crise política tenha desviado o foco na discussão dos problemas na área de saúde, segurança, na questão do lixo e da mobilidade urbana.

Ponto de vista 4
Na concepção do ex-deputado, a ruptura entre o governo e os Amorim já era previsível desde o episódio do Hospital do Câncer, quando estava a disputa para saber quem era o pai da criança. Está no subconsciente do povo que se o hospital sair, será mérito do senador Amorim. E se não sair a culpa é do governador Déda.

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