Projeto de Lei pode garantir pensão vitalícia as crianças que tiveram cegueira supostamente provocada pela mãe

Na Alese | 11.09.2018 às 20:20h

Na manhã dessa terça-feira, dia 11, o deputado estadual Capitão Samuel (PSC) usou a tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) para falar sobre o caso de uma mãe que cegou seus três filhos com água sanitária no município de Itabaiana, no Agreste sergipano.

Na ocasião, Samuel reivindicou aos colegas parlamentares que aprovem um projeto de lei, que está sendo elaborado por sua assessoria jurídica, afim de solicitar ao Governo a criação de pensão vitalícia de um salário mínimo para cada criança.

"É um caso que dói muito! Quando estive no hospital e a enfermeira foi colocar o colírio, a criança mordia e arranhava a profissional, mas quando chegava alguém com a voz masculina, a menina perguntava se a mãe estava presente. O médico era o único que ela deixava colocar o remédio no olho", relatou.

Capitão Samuel pediu apoio aos colegas para a aprovação da PL. "Essas crianças vão precisar de transplantes e outros tratamentos. Essa será uma ação do Poder Legislativo, no sentido, de corrigir uma situação inaceitável e revoltante. Se a pessoa chegar para ver cuidando dessas crianças não aguenta".

Lembre o caso

Três irmãos com lesões graves e semelhantes nos olhos, além de outros indícios como laudos médicos, levaram a polícia a suspeitar que a mãe das crianças tenha provocado doenças nos filhos para obter benefícios junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na cidade de Itabaiana, no interior de Sergipe. Ela foi presa em cumprimento a mandado de prisão preventiva na quarta-feira, 29/08.

A suspeita da Polícia Civil de Sergipe, de que a mãe vinha maltratando os filhos, foi levantada quando uma das crianças, de 2 anos, foi atendida no Hospital Regional de Itabaiana com quadro de perda de visão. No entanto, o prontuário médico não aponta a causa, apenas indica possibilidades escritas com interrogações.

A menina foi transferida ao Hospital de Urgências Sergipe (HUSE), em Aracaju, e depois ficou internada no Hospital Universitário do Estado, que comunicou o caso ao Conselho Tutelar.

A partir dessa denúncia, o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) iniciou as investigações e descobriu que a mulher tem mais dois filhos com os mesmos problemas na visão, um menino de 12 anos e outra menina de 9 meses.

Da Redação: Kelly Monique Oliveira/Rede Alese
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