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Secretaria do Estado da Saúde é exonerado do cargo pelo Governador Belivaldo Chagas

Durante reunião | 09.05.2018 às 19:41h

Almeida Lima (MDB) não é mais secretário de Estado da Saúde de Sergipe. Sua exoneração foi anunciada pessoalmente pelo governador Belivaldo Chagas (PSD), durante reunião reservada no início da tarde desta quarta-feira (8), no Palácio dos Despachos. A notícia, já esperada por determinados setores da imprensa, foi confirmada pela Secretaria de Comunicação (Secom).

De acordo com a Secom, quem assume o cargo é o médico Valberto Lima, um conhecedor dos gargalos que dificultam o acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) aos procedimentos especializados.

Insustentável

A exoneração de Almeida Lima não acontece por acaso. Há 34 dias, o então governador Jackson Barreto, já na iminência de deixar o cargo em virtude de sua pré-candidatura ao Senado, inaugurou o Centro de Nefrologia e Hemodiálise do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE), unidade que visa ampliar o número de leitos e dobrar a capacidade de atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fazendo com que o planejamento dos serviços seja mais efetivo.

Mas não foi bem isso que, de fato, ocorreu, ou se tentou vender como informação governamental verdadeira. A obra do Centro, na verdade, não estava concluída, e toda aquela estrutura montada diante do então governador Jackson Barreto não passava de uma montagem, como fora constatada, no dia seguinte (6), pelo presidente da Associação dos Renais Crônicos e Transplantados de Sergipe, Lúcio Alves. O escândalo repercutiu em âmbito nacional e rendeu uma saraivada de críticas de lideranças governistas e oposicionistas, que pediam a "cabeça" de Almeida.

Dias após a suposta inauguração, tentando remediar o "tiro no pé", o recém-empossado governador do Estado, Belivaldo Chagas, fez questão de visitar o Centro de Nefrologia e Hemodiálise. Diante da imprensa, praticamente sem argumento, admitiu o equívoco do Governo ao entregar a unidade sem estar funcionando como deveria.

Mais tarde, em entrevista a veículos de imprensa, Almeida Lima disse que foi "injustiçado" ao inaugurar a obra inacabada. Enfático, Almeida deixou claro que, no dia da inauguração, diante do ex-governador Jackson Barreto, relatou que os serviços só iriam estar à disposição da população em oito ou 10 dias. "É normal inaugurar sem estar pronta. Não foi propaganda enganosa. Estávamos inaugurando a obra da unidade, do ponto de vista físico. Prejuízo nenhum houve para ninguém", defendeu-se.

Além disso, Almeida teria humilhado uma paciente com câncer.

Da redação: AJN¹ (www.ajn1.com.br)
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