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Presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos de Campo do Brito tem casa e carro alvejados a tiros

Atentado | 23.10.2015 às 19:36h

Na madrugada desta sexta-feira, dia 23, a Presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos de Campo do Brito (SINDBRITO), no Agreste Sergipano, teve sua residência alvejada por disparos de arma de fogo.


Lucinara Alves é casada com o Professor Zé Carlos e estava em sua casa quando, juntamente com o marido e as filhas, quando foi surpreendida por tiros efetuados contra a porta do imóvel. Um veículo Honda, modelo Civic, também foi perfurado pelos projéteis.


O fato foi registrado por volta de 1 hora e de imediato a vítima acionou a Polícia Militar, sendo a ocorrência atendida por uma guarnição do 1.º Pelotão, vinculado a 2.ª Companhia do 3.º Batalhão do Agreste, no entanto o autor do atentado não foi identificado, como também nenhum suspeito foi localizado.

 

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Em nota a Presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos de Campo do Brito, Lucinara Alves, se pronunciou sobre o episódio:


Hoje por volta de 1 hora da manhã, eu e minha família sofremos um atentado, alvejaram minha casa com seis tiros que atingiu o nosso carro, minhas filhas ficaram em choque.


Sei que o ocorrido tem a ver com uma situação relacionada ao sindicato, a dois meses fui convocada pelo promotor de justiça para entregar uma lista com nomes de pessoas que estão trabalhando ilegal no município, por coincidência a uma semana entreguei a lista anexada a um ofício ao MP.


Além disso existe a situação de que há um ano sofremos ameaças verbal também pelo fato de ter denunciado casos com acúmulo de vínculo. As perdas foram matérias, iremos recuperar.


A CUT/SE também imitiu nota de solidariedade à presidente do SINDBRITO


A Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) presta solidariedade à presidente do SINDIBRITO (Sindicato dos Servidores de Campo do Brito), Lucinara Alves e toda sua família, vítima de um atentado covarde contra sua residência que foi baleada com seis tiros na madrugada desta sexta-feira, dia 23/10. No percurso da construção de um mandato de luta a frente do SINDIBRITO, a companheira Lucinara fez denúncias ao Ministério Público de situações de trabalho ilegal no município, acumulo de vínculos e irregularidades da Prefeitura junto à Comissão do SINTESE, sendo o seu esposo José Carlos o representante do SINTESE no Conselho Municipal do FUNDEB.
Desde o encaminhamento das denúncias, sua família tem sido agredida com ameaças verbais em várias ocasiões. Na madrugada desta sexta-feira a ameaça se concretizou nos seis tiros disparados contra o seu portão e o seu automóvel, deixando toda sua família em situação de pânico.


A tentativa de amedrontar e intimidar o movimento sindical acontece num contexto de total desvalorização dos servidores públicos de Campo do Brito, pois de acordo com os relatórios financeiros da própria Prefeitura, há receita suficiente para que todos os trabalhadores recebam seus salários em dia. No entanto, por opção política de desmotivar os trabalhadores do município, a Prefeitura reteve 50% do salário de setembro. Em resposta, o aguerrido SINDIBRITO ocupou o prédio da Prefeitura por dois dias e atualmente organiza novo calendário de luta, demonstrando a disposição inesgotável das lideranças sindicais deste município na disputa pelo bom e pelo justo.


A Central Única dos Trabalhadores através de todos os seus sindicatos filiados vem a público afirmar que a companheira Lucinara não está sozinha nesta luta! O movimento sindical repudia ações desta natureza que demonstram os resquícios do coronelismo que ainda existe no interior de Sergipe. Os sindicatos filiados à CUT não aceitarão de braços cruzados este atentado à democracia, ao livre funcionamento dos sindicatos e à tentativa de intimidar, constranger e amedrontar o movimento sindical na sua luta pela conquista, cumprimento dos direitos e pela construção de uma sociedade melhor.


A CUT/SE cobra empenho de todos os órgãos competentes para que os culpados e envolvidos sejam identificados e punidos na forma da lei. E a luta vai continuar!

 

Da redação: Gilson de Oliveira, Mais Notícias


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