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Em Carira: Absolvição de acusado de matar namorada grávida com bombom envenenado é anulada

JÚRI POPULAR | 12.02.2015 às 08:57h

Por Aparecido Santana, Itnet


Por unanimidade, a Câmara Criminal de Aracaju anulou o julgamento que absolveu o Jobson Tavares da Silva, conhecido por Jobinho, acusado de ter matado Daiane Conceição dos Santos, 21 anos, com um bombom de chocolate envenenado, no município de Carira (SE).


O fato ocorreu no dia 01 de outubro de 2013, por volta de 01h00min, e de acordo com o relatório do Ministério Público, Daiane estava grávida de 03 (três) meses do acusado, e faleceu após ter ingerido bombons supostamente envenenados, oferecidos por Jobson Tavares. Na semana anterior ao fato, o acusado chegou a comprar remédio abortivo para a vítima abortar a criança.


Ainda segundo relatório, a vítima manteve um relacionamento amoroso com o denunciado por aproximadamente 08 (oito) anos, estando grávida de três meses, e que costumava encontrar-se com o acusado, o qual mesmo havia casado há sete meses e continuou relacionando-se afetivamente com Daiane.


No dia da morte, a vítima, como de costume, foi encontrar-se com o acusado nas proximidades de uma casa em construção de sua propriedade, localizada no Povoado Lagoa Verde, em Carira. Em seguida a mulher, se dirigiu para a sua residência, localizada no mesmo povoado, e por volta das 21h00min começou a passar mal, chegando a vomitar, contudo, pensou-se que seria em função da gravidez. Entretanto, a vítima ajoelhou-se aos pés de sua genitora e confessou que estava passando mal porque havia ingerido um doce tipo bombom a ela oferecido pelo acusado, sendo que instantes depois começou a espumar pela boca. Em seguida, foi levada para o Hospital local, após para o Hospital Regional de Itabaiana Dr. Pedro Garcia Moreno Filho, aonde veio a óbito.


Um sobrinho da vítima, de 07 anos, que faz banca escolar na casa de uma prima do acusado, local onde vendem-se doces e bombons, afirmou que teria visto ele no estabelecimento comercial, no dia do fato, por volta das 18h00min o acusado, o qual teria afirmado que estaria com vontade de comer doce e queria comprar um bombom, efetuando a compra do referido doce.


O relatório médico do Doutor Alan Barreto Souza e o depoimento do médico que atendeu a vítima no momento da urgência Doutor Pedro Jorge Esmeraldo indicam que existe uma probabilidade muito grande de que ela foi envenenada, ao contrário do que consta do laudo pericial cadavérico, o qual nada esclarece a respeito do óbito.


O julgamento


O Júri Popular aconteceu no dia 18 de setembro de 2014 no Fórum Juiz José dos Anjos, no município de Carira. O advogado de defesa Evaldo Campos disse que não havia provas periciais sobre o envenenamento. "Não há nenhum laudo que fale de envenenamento, o único laudo que há diz que foi edema pulmonar agudo", argumenta.


Cerca de 10 testemunhas foram arroladas durante o julgamento e o Tribunal do Júri convencido da tese da defesa da ausência de provas contra o acusado, resolveu absolve-lo.

 

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