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Polícia Civil conclui inquérito do caso Wellington Noronha

| 27.08.2008 às 09:19h

Com a confissão do operário Roberto Carlos Caetano, 26 anos, sobre a autoria dos disparos que matou o advogado Wellington Noronha, 43 anos, a Polícia Civil de Sergipe deu por encerrado o inquérito policial e serão aguardados agora apenas os laudos do Instituto Médico Legal e do Instituto de Perícia para remeter o caso à justiça.
Com a declaração do autor do crime, a Polícia Civil passa a trabalhar com outras hipóteses quanto ao estado em que o corpo do advogado estava ao ser encontrado, uma vez que, Roberto Carlos Caetano apenas confessou a autoria do disparo que levou à morte de Wellington Noronha, no último dia 15.
Segundo o depoimento do acusado, o contato entre ele e o advogado se deu através de uma carona oferecida por Wellington Noronha em um ponto de Ônibus próximo à saída da cidade. Roberto Carlos Caetano declarou a polícia que ia para Nossa Senhora da Glória, mas o advogado teria rumado para uma estrada vicinal no acesso a Laranjeiras e num certo trecho teria parado o carro e pedido para o operário também descer.
O acusado alegou que ficou desconfiado com as perguntas sobre sua vida, feitas pelo advogado e, como tinha o costume de andar armado, desceu do automóvel atirando no advogado, sem sequer saber o motivo da parada. Em seguida, fugiu com o veículo e o abandonou em Siriri.

Na fuga, Roberto Carlos Caetano levou uma sacola com roupas, celular e o pen-drive de Wellington Noronha, chegando inclusive a utilizar os mesmos, motivo pelo qual está sendo indiciado por latrocínio e não homicídio. No entanto, Roberto nega ter havido qualquer contato com a vítima, muito menos luta, nem dentro nem fora do carro.
Roberto Carlos Caetano revelou ainda aos delegados envolvidos na investigação que o advogado deixou o carro ligado, por isso ele entrou no mesmo e dirigiu até Siriri, nas proximidades de Nossa Senhora das Dores. De lá ele pegou uma carona até Feira Nova, onde ficou bebendo com alguns amigos no final da madrugada e só chegou a Nossa Senhora da Glória à tarde, vestindo a roupa e carregando os pertences da vítima.
Fotos: Reinaldo Gasparoni/SSP
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