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Mais 15 pessoas são indiciadas pela PF na Operação Passadiço

| 14.06.2008 às 09:42h

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Já são 34 o número de pessoas que foram ou serão indiciadas, após a investigação da Operação Passadiço deflagrada na última quarta-feira pela Polícia Federal . Além das 19 indiciadas inicialmente, há outros 15 envolvidos, sendo que desses, oito também são policiais rodoviários federais e já estão indiciados. Agora, são 20 agentes da PRF supostamente envolvidos com os crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, prevaricação e falsidade ideológica. Na manhã de ontem, José Roberto Lima Bispo, chefe do posto da 1ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, que abrange Cristinápolis, Malhada dos Bois e São Cristóvão, foi indiciado por crime de advocacia administrativa e falsidade ideológica.
Um motorista de caminhão do município de Umbaúba, Celidonne Céu da Silva, suspeito de participar do crime de formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva, que desencadeou na Operação Passadiço, está foragido. Ele é o único dos 19 suspeitos que ainda não foi preso.
A Operação Passadiço durou oito meses de investigações e conta com a participação de 150 policiais federais, visando combater crimes de corrupção nas rodovias federais e estaduais de Sergipe. Os 19 primeiros mandados de prisão foram expedidos pela 7ª Vara da Justiça Federal e foram cumpridos nas cidades de Cristinápolis, Malhada dos Bois e em Aracaju. Dos 19 presos, 12 são policiais rodoviários federais, três são caminhoneiros, mais duas empresárias do ramo de transportes e dois zeladores dos postos da PRF.
De acordo com as investigações, ficou constatado a existência de pagamentos de propinas a policiais rodoviários federais lotados nos Postos de Cristinápolis e Malhada dos Bois. De acordo com ela, ao serem corrompidos, os policiais deixavam de autuar veículos com irregularidades, principalmente os caminhões com excesso de peso e licenciamento vencido, bem como motoristas infratores amigos.
A operação da PF também apurou que os motoristas infratores eram avisados previamente pelos policiais presos a respeito da presença de policiais honestos designados na escala de serviço, a fim de evitarem a regular fiscalização. 
Foto: reprodução
   
Por Moema Lopes
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