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Estudo da PRF revela que mais 700 pessoas ficaram feridas em acidentes com motos

PERIGO SOBRE DUAS RODAS | 18.09.2011 às 09:12h

Um estudo realizado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sergipe revelou que dos 3.729 acidentes registrados nas rodovias federais do Estado entre janeiro de 2009 e agosto deste ano, 699 (18,74%) envolviam motocicletas. Desse total, 75 pessoas morreram e outras 771 ficaram feridas nos acidentes com motos. A pesquisa analisou também o tipos de acidentes registrados, horários e locais onde eles aconteceram, além da faixa etária dos envolvidos.

Imprudência – É perceptível o aumento no número de motocicletas e ciclomotores circulando pelas rodovias federais sergipanas. Somado a essa situação, as atitudes imprudentes dos condutores geram cada vez mais acidentes. A prova disso é que nos 32 meses analisados na pesquisa, maio e junho deste ano tiveram o maior registro de acidentes envolvendo motociclistas (37 acidentes em cada um dos meses).

Principais locais e horários – Na BR-101 os acidentes envolvendo motos foram registrados em sua maioria no trecho entre o Km 80 e o Km 100 (região da Grande Aracaju – São Cristóvão, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro) e na região do Km 150 no município de Estância. Já na BR 235 o trecho campeão em acidentes com motos foi a saída de Aracaju, entre o Km 0 e o Km 6. Também na BR 235 há um alto índice de acidentes entre o Km 50 e o Km 60, trecho da rodovia que passa pelo município de Itabaiana. “Onde há uma maior circulação de veículos, há por tabela, uma maior probabilidade de acontecer acidentes. Infelizmente, as atitudes imprevisíveis e a falta de atenção de alguns condutores acabam gerando tantos acidentes”, explicou o Inspetor Flavio Vasconcelos, chefe de Comunicação Social da PRF em Sergipe.

Quanto aos horários, o estudo revelou que os acidentes acontecem em sua maioria no período das 18h às 23:59h (35,56%). “Não é por acaso que a maioria dos acidentes com motos acontecem no período da noite. Por ser um veículo menor, há dificuldade de ser percebido por outros condutores. Além disso, muitos motociclistas não utilizam o sistema de iluminação – por esquecimento ou por estar quebrado – e o que é pior, é à noite que muitos fazem uso de bebida alcoólica e utilizam a moto como meio de transporte”, afirmou Vasconcelos.

Tipos de acidentes – Dos acidentes registrados com motociclistas entre janeiro de 2009 e agosto deste ano, 168 foram colisões transversais (24,03%), 143 colisões traseiras (20,46%) e 131 quedas de motocicletas (18,74%). “São números que refletem a falta de atenção do condutor. Além das manobras comuns a um veículo com quatro rodas, o motociclista ainda tem outro fator com o que se preocupar: o equilíbrio sobre duas rodas”, ponderou o Inspetor.

Faixa etária – A pesquisa também analisou a idade dos envolvidos em acidentes com motos no período e constatou que 40% (411) deles são jovens entre 20 e 30 anos. “A sensação de liberdade transmitida por esse tipo de veículo aliada ao espírito aventureiro e de 'que tudo é capaz' dos jovens, faz com que muitos assumam o risco de conduzir uma moto sem a mínima preocupação com a segurança”, finalizou Vasconcelos.

Veja as recomendações da PRF:

• O capacete é um equipamento de uso obrigatório para os ocupantes das motocicletas;
• O farol da motocicleta deve ficar sempre aceso, mesmo durante o dia;
• O condutor deve ser maior de 18 anos e habilitado na categoria “A”;
• Não é permitido o transporte de menores entre o condutor e o passageiro;
• Não é permitido o transporte de menores de 7 anos de idade;
• Dê preferência a roupas claras, pois facilitam a visualização;
• Muitos condutores envolvidos em acidentes com motos relatam que não perceberam a presença do veículo no momento da colisão. Portanto, “mostre-se” ao condutor. Faça-o percebê-lo no retrovisor. Evite os chamados “pontos-cegos” dos veículos de passeio.

O condutor que obedece as leis de trânsito, não só evita cometer infrações como também ajuda a PRF a reduzir os números de acidentes, feridos e mortes nas rodovias federais de todo o país.

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