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Polícia Civil desvenda crime ocorrido dentro do hospital de Itabaiana

| 26.05.2008 às 18:32h

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A Polícia Civil deflagrou na madrugada desta segunda-feira, 26, em vários bairros de Aracaju, a operação ‘Caça Fantasma', responsável por desarticular uma quadrilha de traficantes de drogas e homicidas acusada de matar o ex-presidiário Antônio Carlos Lima Santos, 24 anos, conhecido como ‘Tonho', no dia 3 de abril deste ano, nas dependências do Hospital Dr. Pedro Garcia Moreno Filho, na cidade Itabaiana. Os trabalhos foram desenvolvidos pela Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), e Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) e Delegacia Regional de Itabaiana. O inquérito foi presidido pelo delegado André Baronto, que iniciou as investigações ainda em Itabaiana, no dia do crime. 
Foto: Gilson de Oliveira
  
Durante a operação, foram presos Guilhermino Barbosa, 48 anos, mais conhecido como ‘Eraldo', Antônio Marcos Pereira, 28, Andréia da Silva Oliveira, (mulher de Eraldo), Luiza Paula da Silva Nascimento, 31, (companheira de Antônio) e Ana Márcia dos Santos, mulher de José Luciano Barbosa Carvalho, 29 anos, morto em confronto nesta madrugada com a polícia. Levantamentos da Polícia Civil confirmaram que no dia do crime no interior do hospital, ‘Eraldo', Andréia e José Luciano, estavam presentes em companhia de mais dois homens identificados como José Cláudio, vulgo ‘Kal', e Arikitan, o ‘Neguinho'.

Outro aspecto incomum da quadrilha era o papel de articuladores das ações que era atribuído às mulheres do grupo.  Envolvidas em teia de relacionamentos amorosos mal resolvidos, traição, ameaças e homicídios, elas, simplesmente, mandavam eliminar quem passasse a incomodá-las. De acordo com o diretor da Divisão de Homicídios, delegado Cristiano Barreto, foi por ter ameaçado Andréia, ex-companheira de Missinho, morto em um acidente motociclístico no início do ano passado em Itabaiana, que Tonho foi assassinado dentro do hospital. As investigações concluíram que a vítima imputava a Andréia à responsabilidade pela morte de Missinho, seu parceiro.

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Com base na ameaça sofrida, Andréia, valendo-se de sua influência com seus atuais companheiros, mandou o traficante Eraldo arquitetar a morte de Tonho.  Eraldo e Luciano elaboraram toda a parte logística do crime, forneceram as armas e mantiveram toda a rede de comunicação. Eraldo foi preso em outras oportunidades por trafico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, em Itabaiana. O delegado Cristiano Barreto declarou que Arikitan foi assassinado no bairro América, em Aracaju, dois dias depois de ter invadido o hospital de Itabaiana.
"A partir do reconhecimento do corpo chegamos à participação de Kal", contou Cristiano, lembrando que durante o cumprimento de mandado de prisão na residência Kal, teve a informação de familiares de que ele teria sido preso no último sábado. "Acreditamos que ele foi preso por policiais de outros Estados, mas até o momento não tivemos essa confirmação".

Arquitetura do crime

Segundo informações da polícia, Luciano se encarregou de levar Kal até o sítio onde a vítima morava e tentou matá-lo, sem sucesso, porém, o feriu no joelho. Em seguida, retornaram para Itabaiana e montaram campana em frente ao hospital, aguardando o melhor momento para concretizar o plano. Luciano contatou Kal, que estava em Aracaju, e os três (Arikitan, Kal e Luciano) invadiram a casa de saúde e mataram 'Tonho' com tiros à queima roupa.

No decorrer das investigações, foi constatada a participação de mais outra mulher pertencente à quadrilha em crime envolvendo ex-companheiros. Luiza Paula e Marcos utilizaram os serviços de Eraldo para seguir uma pessoa de nome Airton, no bairro Santos Dumont, zona norte de Aracaju. Segundo a polícia, Airton é ex-marido de Paula. "Airton estava bebendo em um bar e foi seguido de carro por Kal, Marcos e Paula. Kal desceu do veículo e executou Airton na presença da ex-companheira". O motivo seria porque Paula tem processos criminais por tortura durante o casamento com Airton.

Operação 'Caça Fantasma' 

A operação foi batizada com esse nome devido à facilidade com que os acusados articulavam suas ações sem deixar rastros. A operação contou com a participação de 12 delegados e mais de 70 policiais civis. Os mandados de prisão foram deflagrados na residência de Luiza Paula, situada na Avenida Visconde de Maracaju, no Bairro Santos Dumont. Os demais mandados foram cumpridos na casa de Eraldo na Avenida São Paulo; na residência de Luciano, no bairro Veneza, e na casa de Kal e Marcos, no loteamento Bahamas, no Santos Dumont.

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Com os acusados foram apreendidos uma pistola ponto 40, dois revólveres calibre 38, 2,5 quilos de maconha, oito celulares, R$ 773 em dinheiro e várias munições.
Fonte: SSP

Fotos: Reinaldo Gasparoni/SSP
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