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Automóvel da irmã de Floro estava com pistoleiros em PE

ATENTADO | 28.11.2010 às 10:52h

Com informações do Jornal da Cidade

Integrantes da família do agiota Floro Calheiros podem estar envolvidos no atentado que teve como vítima, o desembargador Luiz Mendonça, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe. Isso porque, na prisão dos três pistoleiros em Petrolina (PE), o carro que estava com o grupo era o Ford Fiesta, de cor preta, pertencente a irmã de Floro, Francisca Calheiros Barbosa, médica radiologista. O secretário de Segurança Pública de Sergipe (SSP), João Eloy de Menezes, confirmou essa informação e assegurou que as investigações prosseguem. A meta da SSP, agora, é prender Floro, foragido desde o dia 20 de dezembro de 2008.

Francisca Calheiros já responde processo por ter contribuído com a fuga do irmão Floro, da 1ª Delegacia Metropolitana, em 2 de julho de 2003. Ela foi indiciada junto com outras cinco pessoas: a delegada Meire Mansuet Belfort, os policiais civis Eliene da Silva, a ‘Lico’, Antônio de Assis da Silva e José Raimundo de Oliveira, que continuam trabalhando na SSP. E mais o PM José Hélio Oliveira de Almeida e o corretor de seguros Petrúcio Pereira Gomes.

Os três pistoleiros, que de acordo com João Eloy, já confessaram o crime, não são as únicas pessoas a serem presas. Isso porque no dia do atentado contra Luiz Mendonça, uma quarta pessoa deu fuga aos atiradores. Ele estava numa rua próxima ao Parque da Sementeira aguardando o grupo que seguia num Honda City. Os pistoleiros atearam fogo no veículo e depois sumiram.

Viagem

Possivelmente, nessa segunda-feira, a SSP deve apresentar à imprensa as quatro pessoas presas – o ex-soldado da PM de Pernambuco, Clodoaldo Rodrigues, Antonio Ivandro do Nascimento, Alessandro Souza Cavalcante, o ‘Billy’, além de Ricardinho. Este último foi preso na sexta-feira, em Águas Claras, Pernambuco.

O desembargador Luiz Mendonça confirmou no final da tarde de sexta-feira que soube das prisões, mas preferiu não tecer nenhum comentário. Afirmou que estava viajando e que quando retornasse para Aracaju talvez se pronunciasse sobre o assunto. Na sexta-feira, um Fiat Línea preto, placa PJ-07, exatamente igual ao que o desembargador se encontrava no dia do atentado, chegou à porta do Cope (Complexo de Operações Policiais Especiais), mas apenas o motorista saiu do veículo.

O promotor de Justiça da 5ª Vara Criminal, Rogério Ferreira, disse que segunda ou terça-feira vai conversar com os delegados que investigam o crime para tomar conhecimento oficial das prisões. “Vou ler os depoimentos, por isso, por enquanto, não posso me pronunciar”, disse. O processo que apura a fuga de Floro do Hospital São Lucas, agora está na 5ª Vara Criminal, onde o promotor atua.

Polícia faz reconstituição do atentado

 
 (Fotos: Marcos Vieira/Jornal da Cidade)

A Polícia Civil de Sergipe fez na manhã de sábado, a reconstituição do atentado que teve como vítima o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Luiz Mendonça.

 
(Participação de um dos acusados na reconstituição do atentado) 
(Foto: Portal Infonet)

O trabalho reuniu policiais civis e militares de diversas companhias, e teve ainda a participação de um dos pistoleiros que foi preso na quinta-feira, à tarde, em Petrolina (PE). O nome dele, no entanto, não foi divulgado. O acusado usava um short, camisa, colete a prova de balas e as mãos algemadas para frente do corpo.

A reconstituição começou exatamente em frente ao condomínio onde reside o desembargador Luiz Mendonça, Mansão Luciano Barreto Júnior na Avenida Oviêdo Teixeira, bairro Jardins. Os delegados que investigam o caso, Thiago Leandro, André Baronto e Cristiano Barreto, buscavam do acusado detalhes de como os pistoleiros tentaram fazer a execução. Somente em frente ao prédio onde mora o desembargador, que há duas semanas está fora de Sergipe, o trabalho demorou por volta de uma hora.

Depois, o comboio com oito veículos das Polícias Militar e Civil – sendo duas delas descaracterizadas – rumou para a Avenida Beira Mar, local onde os três pistoleiros dispararam mais de 40 tiros em direção ao veículo oficial do Tribunal de Justiça, onde estava Mendonça e o motorista, o cabo da PM, Jailton Pereira. No dia do crime, os pistoleiros usavam um Honda City, furtado em Maceió, para interceptar o carro do desembargador, e depois dos tiros voltaram para o Parque da Sementeira, atearam fogo no veículo e fugiram em outro.

Testemunha

Três meses depois do crime, uma testemunha disse ontem, enquanto assistia a reconstituição, que a ação dos bandidos foi muito rápida, menos de um minuto. Eles desceram do carro e deram vários tiros usando pistolas e escopetas calibre 12. O detalhe é que os pistoleiros não foram verificar se o alvo tinha sido atingido.

A testemunha, que se escondeu atrás de uma árvore, disse não ter visto nenhuma reação por parte de qualquer pessoa que estava no carro oficial do Tribunal de Justiça. Ele derruba, então, a versão dada pelo próprio desembargador Luiz Mendonça, de que teria atirado para afugentar os pistoleiros. “Não vi tiro nenhum que tivesse saído de dentro do carro preto. Foi tudo muito rápido”, disse a testemunha, que dias depois do crime foi ouvido pela Polícia Civil.

Ao todo três pessoas acusadas de participação no crime foram detidas pela polícia: o ex-policial militar de Pernambuco, Clodoaldo Rodrigues, Antonio Ivandro do Nascimento e Alessandro Souza Cavalcante, o ‘Billy’. Um rapaz identificado apenas como Ricardinho, também foi preso em Pernambuco, mas a polícia disse que ele não tem envolvimento neste atentado. Ele foi um das pessoas que tirou Floro Calheiros do Hospital São Lucas, no dia 21 de dezembro de 2008.


 

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