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Quadrilha acusada de furtar equipamentos da unidade da Petrobras em Sergipe é desarticulada

Operação policial | 21.07.2010 às 14:11h

Em uma operação denominada de “Corcel Negro”, a Polícia Civil de Sergipe desarticulou na terça-feira, dia 20, uma quadrilha acusada de furtar canos, tubos, hastes e brocas utilizadas na extração de petróleo nos poços da Petrobras no Estado de Sergipe.

Após seis meses de investigações policiais da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), coordenados pelos delegados Gilberto Guimarães e Gabriel Nogueira, conseguiram efetuar a detenção de 16 pessoas nos municípios de Aracaju, General Maynard, Japoatã, Laranjeiras, Itabaiana, Nossa Senhora das Dores e Siriri.

Segundo levantamento da polícia, a quadrilha causou um prejuízo de aproximadamente R$ 40 milhões no período de dois anos e de acordo com os delegados que comandaram a operação, a quadrilha era composta por autores dos furtos, transportadores, facilitadores e receptadores.

Os autores dos furtos nos poços foram identificados como sendo Carlos José de Oliveira, conhecido por “Uréia”, José Cleverlan de Jesus Silva, apelidado de “Binho”, Max Henrique de Jesus Silva, conhecido por “Bea”, e Cícero Barbosa de Jesus, conhecido como “Cícero”.

Já os transportadores dos produtos furtados eram os motoristas José Gutenberg de Oliveira, conhecido por “Nal Carrateiro” e Marcos Correia Dantas, vulgo “Marcos”.

Com relação aos facilitadores, a polícia identificou um funcionário e um ex-funcionário terceirizado da Petrobras que facilitavam a entrada dos comparsas nas unidades da empresa bem como permitiam a subtração de equipamentos que eram destinados para leilão e transportados para poços. Os acusados são o ex-funcionário da Petrobras, Luiz Amilton Sobrinho, conhecido como “Milton”, que apesar de não trabalhar mais na Petrobras tinha fácil acesso as dependências da empresa, e Manoel Balbino Ferreira, conhecido por “Balbino”.

Ainda segundo a polícia, os produtos furtados era repassados para Carlos Alberto Ferreira da Silva, conhecido por “Bolero”, proprietário da Empresa Ferreira Construções Ltda., com sede em Itabaiana (SE, Artemio Ramos dos Santos, um homem de pré-nome Cláudio ou “Cláudio da Pedra Branca”, Aerton Oliveira dos Reis, José Sérgio dos Santos, também conhecido por “Santos” e José Bonfim dos Santos Lopes, apelidado de “Bonfim”.

Para a polícia, todo o esquema era centralizado na figura de “Binho”, que conhecia os demais integrantes e também era o responsável por recrutar mais membros para a quadrilha.

Durante as diligências, os policiais recuperaram cerca de 30 toneladas em equipamentos e na casa de “Ureia” foi encontrada uma espingarda de fabricação caseira, enquanto na residência de José Gutenberg, os policiais encontram uma pistola calibre 765 e um revólver calibre 38.

Todo o material recuperado foi encaminhado a unidade da Petrobras e ficará à disposição da Justiça. Já os acusados responderão por furto, peculato, exclusivo para funcionários públicos, e formação de quadrilha.

Além da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), a operação “Corcel Negro” também contou com participação da Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal), Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci) e Coordenadoria de Operações Policiais Especiais (Cope).

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