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Polícias de Sergipe e São Paulo localizam no litoral paulista integrantes de associação criminosa que vitimou o capitão Oliveira

Ação Policial | 30.08.2019 às 16:16h

Mais três integrantes da associação criminosa que vitimou o capitão Oliveira foram localizados no Estado de São Paulo. Um deles, identificado como Cleciano Veira Santos, 36 anos, foi preso em uma operação em 22 de setembro de 2017. A época, a ação policial resultou na morte de Úilson Gonçalves de Souza, um dos membros do grupo, e foi determinante para a que a associação ordenasse que o capitão fosse morto. Os outros dois são José Tadeu Ribeiro dos Anjos, 26 anos, e Albano da Silva, 34 anos. Os três são ex-presidiários e entraram em confronto com as equipes policiais em Santos/SP durante a quinta-feira (29).

A ação policial foi deflagrada por unidades das polícias Civil e Militar e participaram da operação o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), o 11.º Batalhão de Polícia Militar (11.º BPM), a Divisão de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) e a Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac), em conjunto com o 2.º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar do Estado de São Paulo (2.º BAEP) e com a Delegacia de Investigações Gerais (DIG - Santos), unidades das polícias paulistas.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE), a ação tinha como objetivo cumprir o mandado de prisão contra Cleciano. "Ele integrava a quadrilha que assassinou o capitão Oliveira e estava em São Paulo sendo ajudado por Albano, que também era integrante da associação criminosa, que estava dando toda a estrutura para Cleciano. Esse também já estava com o apoio de Tadeu, o qual também possuía mandado de prisão em aberto. Todos três são de Pedro Alexandre/BA", detalhou a SSP.

A polícia citou que, cerca de um ano antes da morte do Capitão Oliveira, uma operação que resultou na prisão de Cleciano foi deflagrada. "Nessa operação, ele foi preso e, durante a morte de Oliveira, ainda estava preso. Eles começaram a articular o assassinato do capitão Oliveira, querendo mostrar força que eles achavam que tinham perante a polícia sergipana, mas nós conseguimos mostrar que a nossa Polícia jamais dobrará a cabeça para qualquer associação criminosa", explica a delegada geral da Polícia Civil de Sergipe, Katarina Feitoza.

Os suspeitos eram integrantes de um grupo criminoso que já praticou diversos homicídios em Estados do Nordeste. "Eram todos membros de uma associação criminosa perigosa que atuava no tráfico de drogas e na pistolagem, já assassinou diversas pessoas em Sergipe, na Bahia e São Paulo. Foi uma operação muito complexa de ser realizada, por isso que teve várias etapas. Não podemos deixar de agradecer a importante participação da polícia de Santos nessa operação", frisou Katarina Feitoza.

O resultado da operação foi baseado na integração das forças das polícias de Sergipe. "Polícia Civil e Militar estão juntas nesse combate ao crime organizado porque não podemos deixar que Sergipe torne um cenário onde o crime cresça, então essas ações são para se cumprir a lei. Quando a opção de meliantes como esses é reagir a ação da polícia, nós reagimos a altura e nesse caso houve esse desfecho. Nós continuamos trabalhando de forma integrada fazendo com que Sergipe não se torne um cenário de crime organizado", explicou o coronel e comandante da Polícia Militar, Marcony Cabral.

O secretário de Segurança Pública de Sergipe, João Eloy ainda relembrou que essa operação iniciou antes mesmo da morte do capitão Oliveira, a ação vem desde a operação "Valquíria", com a morte de um policial e uma pessoa na cidade de Carira, como também a morte do ex-vereador "Pinho" do município de Santa Rosa do Ermírio. "A polícia de Sergipe vai onde o bandido estiver. Eles reagiram a prisão", destacou o secretário.

Operação em 2017

Durante a abordagem dos policiais aos suspeitos, na operação deflagrada em 2017, Úilson Gonçalves de Souza reagiu, armado com um fuzil R15 e uma escopeta calibre 12. Ele efetuou disparos contra os policiais e, diante da reação policial, foi alvejado e evoluiu a óbito. Na ação, foram apreendidas ainda três pistolas, sendo uma ponto 40 e duas calibre 380, além de armas longas e grande quantidade de munição. Na operação, além de Cleciano, também foram presos Adomarcos Silva Souza, conhecido por "Donga", e Adagilson Nunes de Jesus.

O grupo também é responsável pela morte do secretário de Agricultura de Pedro Alexandre, que aconteceu na divisa da Bahia com Sergipe, em junho deste ano. Fredson da Silva Santos foi morto a tiros em um bar da zona rural do município baiano. Conforme a polícia, Fredson estava acompanhado de amigos quando um homem atirou contra ele.

Investigados por mortes

Os suspeitos presos em 2017, em conjunto com os localizados nesta quinta-feira (29) são integrantes do grupo criminoso que vitimou o capitão Oliveira. Na época, parte dos integrantes possuíam mandados de prisão em aberto pela morte do ex-vereador Claudeir dos Santos, conhecido como "Pinho de Santa Rosa", morto em março de 2017 no município de Poço Redondo; do ex-prefeito do município de Pedro Alexandre, Petrônio Pereira Gomes e pela tentativa do homicídio contra o vice-prefeito daquela cidade, que teve o carro alvejado por mais de 60 tiros, a vítima sobreviveu e reconheceu os autores. Também estão envolvidos na morte do presidente da câmara do município de Carira, Jailton Martins de Carvalho, conhecido como "Jailton do Preá".

Da Redação: com informações da SSP/SE
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